Uma nova e detalhada análise de Marie Haynes mergulha nos casos de quatro sites que conseguiram se recuperar da devastadora atualização do Google de dezembro de 2025. A conclusão é um balde de água fria para quem busca soluções rápidas: a recuperação não veio de truques de SEO técnico, mas de melhorias fundamentais e trabalhosas em confiança, conteúdo original e experiência do usuário.
Direto ao Ponto
- A confiança é o fator decisivo: Em um caso de e-commerce médico, a recuperação só veio após a empresa resolver problemas crônicos de logística e atendimento ao cliente, limpando sua reputação no mundo real. A percepção de confiança sobre a marca, segundo Haynes, foi o principal motor da recuperação.
- Conteúdo original é a sua defesa: Um site de afiliados superou a concorrência ao parar de reescrever fatos conhecidos e começar a criar análises profundas, com fotos e vídeos próprios, baseadas na experiência real com os produtos, e estruturando a página para ser facilmente escaneada.
- A experiência em primeira mão vence a IA: Um guia de cidade reverteu a queda ao adicionar conteúdo que um AI Overview não pode replicar: fotos originais, vídeos da equipe e relatos pessoais sobre pratos e locais, provando que a autenticidade é um diferencial competitivo.
- A experiência do usuário é parte da qualidade: Melhorar a navegação, usar um design mais profissional, otimizar o fluxo de checkout e criar uma página “Sobre Nós” robusta foram cruciais para um dos sites do nicho YMYL (Your Money or Your Life) reconquistar a confiança dos usuários e do Google.
A análise de Marie Haynes sobre os sobreviventes do Core Update de dezembro de 2025 oferece um roteiro claro sobre o que o Google valoriza hoje. O caso mais emblemático é o de um e-commerce médico que, apesar de implementar melhorias de SEO, permaneceu suprimido por meses. A virada só ocorreu quando a empresa resolveu problemas graves de reputação relacionados a envios e atendimento. Haynes sugere que essas questões de confiança no mundo real eram o principal obstáculo. Afinal, as Quality Rater Guidelines do Google mencionam a palavra “confiança” 191 vezes, e para o algoritmo, a percepção externa sobre sua marca é vital.
Outro ponto central é a batalha contra o “conteúdo commodity”. Um site de afiliados, mesmo usando os produtos que analisava, apenas reescrevia fatos já disponíveis online. A recuperação exigiu um esforço monumental para demonstrar experiência real: produziram fotos e vídeos próprios detalhados, reestruturaram o texto para ser fácil de escanear e responderam às perguntas que os usuários realmente tinham. Isso se alinha perfeitamente com a visão de Liz Reid, do Google, de que os usuários clicam em conteúdo que é “mais rico e profundo” do que a resposta superficial da IA, pois buscam mais confiança e detalhes.
A mesma lição se aplica a um guia de cidade que estava sendo ofuscado pelos AI Overviews. O conteúdo era tão genérico que poderia ser totalmente replicado pela IA. A solução foi injetar experiência em primeira mão: vídeos da equipe, fotos originais e relatos pessoais (“este prato se destaca por…”) que transmitem autenticidade. Em um mundo onde a IA pode gerar resumos, a experiência real se torna sua principal vantagem competitiva.
O conselho para quem foi impactado é olhar para dentro e fazer perguntas difíceis: minha marca tem problemas de reputação? Meu conteúdo é apenas um eco do que já existe? Ele é fácil de consumir por alguém com pressa? A recuperação, embora mais difícil e demorada do que nunca, passa por responder “sim” a essas perguntas e se comprometer com um trabalho árduo e de longo prazo para se tornar, genuinamente, a melhor resposta.
Para se aprofundar mais no assunto, acesse o artigo “4 Sites That Recovered From Google’s December 2025 Core Update – What They Changed“, publicado no Search Engine Journal.
