O CMO Summit 2026 reuniu os principais líderes de marketing do país para debater as grandes transformações do setor, e os insights revelam um cenário em profunda mudança.
Do fim do “crescimento a qualquer custo” à ascensão da “web agêntica”, a curadoria dos painéis mostra um setor abandonando velhas métricas para abraçar a complexidade de um novo ecossistema de negócios, IA e comportamento do consumidor.
1. CMO Stage – Plenária
- Foco Principal: Visão macro de negócios, liderança corporativa e grandes viradas de paradigma na gestão de empresas.
- Temas Centrais: Como fugir da mentalidade de “crescimento a qualquer custo” do Vale do Silício; centralidade no cliente (metodologia “Dia 1” da Amazon); o impacto da IA nas marcas; antecipação de grandes tendências culturais (Case YoPRO/Danone); e a economia da experiência (modelo de negócios do Rock in Rio).
- Perfil das Empresas: Gigantes globais, “Big Techs” e grandes corporações. Reúne executivos C-level de empresas de altíssimo impacto e capilaridade, como Amazon, Google, H&M, Ambev, Danone e Rock in Rio.
2. CMO Stage 1
- Foco Principal: Estruturação de máquinas de crescimento (Growth), redefinição do funil de vendas e táticas aplicáveis de aquisição de clientes.
- Temas Centrais: O novo mapa do crescimento integrando branding e dados; estratégias de Account-Based Marketing (ABM) para vendas complexas no B2B; inteligência de mercado com IA para reduzir o Custo de Aquisição (CAC); e a implementação de novos frameworks (como o Loop Marketing).
- Perfil das Empresas: Fortemente focado em empresas de tecnologia B2B, plataformas SaaS, agências e consultorias. Palestrantes vêm de empresas que fornecem a “infraestrutura” do marketing, como HubSpot, Econodata, Layer Up, Surfe Digital e Sprinklr.
3. CMO Stage 2
- Foco Principal: Estratégias de Go-to-Market (GTM), hackeamento de atenção e a localização de marcas.
- Temas Centrais: A transição de disputar clientes para criar novos mercados; como gigantes globais adaptam seu DNA para conquistar o consumidor brasileiro (localização); o conceito de que “tudo é mídia” para hackear a atenção (Case Santander); e novos comportamentos do consumidor a partir da hiperpersonalização e Retail Media.
- Perfil das Empresas: Marcas de consumo de massa (B2C), grandes varejistas e instituições financeiras. Conta com líderes de gigantes como Uber, Starbucks, Santander, Magalu, Serasa e L’Occitane.
4. CMO Stage 3
- Foco Principal: Comunidades, Social Commerce e Varejo Digital, explorando a intersecção entre dados, lealdade e conversão.
- Temas Centrais: A substituição do e-commerce tradicional pela descoberta em vídeos curtos; o fim da segmentação por “persona” em prol da ultra-personalização do shopper; a gestão de CRM automatizado via WhatsApp; Fandoms (fãs de marcas) no esporte e cultura; e a monetização do ponto de venda através do Retail Media.
- Perfil das Empresas: Varejo, entretenimento e plataformas de engajamento. Presença forte de plataformas de mídia social (Kwai), varejo e benefícios (Magalu, Méliuz), entretenimento (Cinemark, Winnin) e ferramentas de CRM (ActiveCampaign, Insider One).
5. Hype Stage AI by Replit
- Foco Principal: Abordagem técnica e prática sobre a revolução da Inteligência Artificial (IA) no dia a dia das equipes de marketing.
- Temas Centrais: Vibe coding (profissionais de marketing construindo ferramentas sem saber programar); criação de “Fábricas de Agentes Autônomos” no lugar de equipes operacionais; como dominar o espaço nas respostas geradas por IA (GEO); e marketing conversacional em tempo real.
- Perfil das Empresas: Plataformas de tecnologia nativas digitais e empresas “AI-First”. Liderado por executivos do Google, Replit, LinkedIn, Botmaker e líderes de tecnologia de marcas como Magalu, Hapvida e G4 Educação.
6. As Roundtables (Mesas Redondas)
As Roundtables trazem painéis aprofundados debatendo dores operacionais, juntando sempre executivos de indústrias variadas para criar contrapontos:
Roundtable 1:
Foco em equidade, nichos de mercado e conversão B2B. Debates sobre liderança feminina, a “Revolução Prateada” (economia sênior), e como usar dados para ABM e influência corporativa. Empresas: Financeiras, ONGs e SaaS (Banco Mercantil, AACD, Gupy, LinkedIn).
Roundtable 2:
Foco em expansão de ecossistemas e fidelidade omnicanal. Debates sobre como marcas saem do seu core business para vender jornadas completas, o papel da comunidade e o varejo físico como hub de experiência. Empresas: Mobilidade, seguros, educação e varejo físico (99, MAPFRE, Cultura Inglesa, Sephora).
Roundtable 3:
Foco em cultura, reorganização de equipes e experiência do cliente. Discute a criação de fãs devotos (fandoms), a migração de sistemas de CRM e como redesenhar os organogramas de marketing na era da IA. Empresas: Entretenimento, saúde e instituições tradicionais (Warner Bros, Dasa, FGV, Odontoprev).
Roundtable 4:
Foco em marketing B2B adotando táticas de B2C, patrocínios e influenciadores. Como a venda complexa pode usar a emoção, o fim do “logotipo na parede” em eventos e o papel dos “Creators” na receita. Empresas: Indústria, tecnologia corporativa e mídia (Suvinil, Visa, Ticket, Band).
Roundtable 5:
Foco em marcas icônicas, novos comportamentos de consumo e Retail Media físico. Discute o rejuvenescimento para a Geração Z, o mercado de “Wellness” (saúde e bem-estar), e como marcas constroem autoridade emocional. Empresas: Marcas clássicas e indústria farmacêutica/saúde (Tupperware, Boiron, Oxxo, Smart Fit).
Roundtable 6 | RevOps by 8D.Hubify:
Foco exclusivo em Operações de Receita (RevOps). Diferente das demais, trata unicamente de como o marketing deve liderar a geração de receita, quebrando silos entre Vendas, Produto e Tecnologia, com o CMO se transformando em CRO (Chief Revenue Officer). Empresas: Fortemente composta por consultorias, plataformas SaaS, e líderes de dados e RevOps (8D Hubify, Hubspot, Omie, Cortex)
A curadoria dos palcos e mesas redondas do CMO Summit 2026 desenha um mapa claro das novas prioridades do marketing. Na plenária principal, a conversa dos executivos C-level abandonou o jargão do growth para se aprofundar em temas como a metodologia “Dia 1” da Amazon, que coloca o cliente no centro absoluto de todas as decisões, e a capacidade de antecipar grandes movimentos culturais.
Nos palcos mais táticos, a reinvenção é igualmente profunda. Vimos a ascensão do ABM e de frameworks como o Loop Marketing para vendas complexas no B2B, enquanto no B2C, a discussão se voltou para a criação de novos mercados e a localização de marcas globais, com o Santander exemplificando como “tudo pode ser mídia” para capturar a atenção. O varejo, por sua vez, já opera em uma lógica de social commerce e ultra-personalização, onde entender o “shopper” individualmente substitui a velha ideia de persona.
Talvez a visão mais radical tenha vindo do palco de IA. A ideia de que equipes de marketing não precisarão mais de programadores para criar suas próprias ferramentas (“vibe coding”) e a substituição de funções operacionais por “fábricas de agentes autônomos” deixaram de ser ficção científica e se tornaram pauta de implementação. As mesas redondas aprofundaram dores operacionais, como a reorganização de equipes na era da IA, a criação de “fandoms” e a ascensão definitiva de RevOps como o novo centro de poder do marketing.
Para se aprofundar mais no assunto, acesse o material completo com os insights do CMO Summit 2026 neste link.
