Em uma entrevista recente, John Mueller, do Google, foi direto sobre um padrão que já se repetiu várias vezes na história do SEO: uma tática funciona bem por um tempo, todo mundo passa a usá-la, parte do mercado abusa dela, e os sistemas acabam identificando o abuso e fechando a brecha — até o mercado migrar para a próxima tática da moda. Dessa vez, o alvo da pergunta eram os listicles usados para tentar influenciar chatbots de IA a recomendar uma marca como “a melhor da categoria”.
Tática de curto prazo tem prazo de validade
Mueller não disse que listicles são, por definição, spam — mas foi claro sobre o risco de apostar tudo neles: “Se você for all-in e disser que toda a sua estratégia é listicles, em algum momento isso vai parar de funcionar e você vai ficar sem nada.” Sua recomendação é construir uma base sólida de site — o que ele chama de “fundação séria e estável” — porque esse tipo de trabalho não tem data de validade, ao contrário de táticas de ocasião.
Fique de olho no que seus fornecedores de SEO estão fazendo
Questionado sobre empresas de SEO duvidosas aplicando táticas de baixa qualidade também para “AI SEO”, Mueller lembrou que isso não é novidade — é o mesmo problema de sempre, com uma nova camada. Sua recomendação prática: nunca aceitar apenas a palavra de um fornecedor sobre o que ele está fazendo, e questionar ativamente o próprio trabalho contratado.
SEO técnico continua relevante — com uma variação
Questionado diretamente se GEO/AEO “morreu”, Mueller foi enfático: “Boa parte dos sistemas de IA constrói em cima do SEO. Então, nesse sentido, acho que isso vai continuar relevante. Acho que o SEO técnico, especificamente, vai continuar extremamente relevante.” Ele reconhece que sistemas de IA rastreiam de forma um pouco diferente — com intenções distintas, como treinar modelos versus simplesmente buscar o conteúdo mais recente — mas trata isso como “mais um sabor” do SEO técnico já conhecido, não como evidência de que o SEO tradicional está ficando obsoleto.
Visão Estratégica da Web Estratégica
- Usar esta declaração do Google como argumento direto em conversas com clientes que estão sendo tentados por “atalhos de AI SEO” vendidos por terceiros — a orientação do próprio Google reforça a tese que a Web Estratégica já defende: fundação técnica sólida acima de tática de ocasião.
- Incluir, na auditoria de fornecedores terceirizados de conteúdo ou SEO do cliente, uma checagem ativa do que está sendo entregue de fato — não aceitar apenas relatórios de ranking como prova de trabalho.
- Tratar as diferenças de rastreamento entre sistemas de IA (treino vs. atualização de conteúdo) como uma extensão da auditoria técnica já existente, não como uma disciplina nova e separada.


