O que é canonical tag e como ela pode ajudar o SEO do seu site

9 de junho de 2023
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Na otimização do SEO, é comum encontrarmos duas ou mais URLs levando para a mesma página, podendo parecer o caso de conteúdos duplicados. Nesse momento, o robô do Google pensa: “só uma é verdadeira, mas qual?”. Aí começa o problema e o maior prejudicado é o ranqueamento do seu site, com a URL errada podendo ganhar prioridade. Para resolver essa situação, é bom conhecer a canonical tag.

A existência de conteúdos duplicados pode trazer problemas para o ranqueamento das suas páginas. Afinal, o buscador fica sem saber qual delas priorizar na hora da pesquisa e elas acabam competindo entre si. Felizmente, as canonical tags existem para dizer com todas as letras qual é a versão original ou principal, ou seja, a que deve ser mostrada na SERP.

Segundo estimativas da ferramenta Moz, cerca de 29% dos conteúdos na internet são duplicados, mesmo que sem a intenção, principalmente por problemas na URL. Assim, a otimização do SEO e eliminação de conteúdos duplicados abre uma grande janela de oportunidade para o site, ajudando a se destacar nas buscas dos usuários.

Para evitar esse problema que afeta uma parcela considerável das páginas, neste artigo você vai entender o que é, como funciona e qual a importância de usar canonical tags no seu site. Além de diferenciá-las do redirecionamento, com uma lista com os principais erros que não devem ser cometidos. Confira!

O que é e como funciona a canonical tag?

Podemos dizer que a canonical tag é uma espécie de ajuda para o algoritmo dos buscadores. É uma marcação no código HTML das páginas que serve para sinalizar aquela versão do conteúdo como a principal. Assim, ao encontrar conteúdos duplicados, o buscador saberá qual é a original e a que ele deverá exibir na página de resultados.

Ela surgiu em 2009 e veio como uma resposta para resolver um problema crescente nos sites, que são os conteúdos identificados como duplicados. Como isso é um fator que prejudica o ranqueamento e faz as páginas despencarem nos resultados, a possibilidade de incluir canonical tags surgiu como uma alternativa manual para facilitar a leitura dos motores de busca.

Com sites cada vez mais complexos, não é incomum a existência de páginas duplicadas. Afinal, um mesmo conteúdo pode muitas vezes ser acessado por variações da URLs, como o endereço com ou sem o “www”, ou com e sem “/”, por exemplo. Diferenças simples como essas passam despercebidas para a maioria dos usuários, mas são identificadas como conteúdo duplicado.

Outro caso, bastante comum em lojas virtuais, é que os produtos podem ser acessados de diversas formas. Acessá-lo ao clicar diretamente no produto difere de entrar na página através do resultado da pesquisa no site. Como os dois modos direcionam para a mesma página, porém com URLs diferentes, essa também se torna uma situação de conteúdo duplicado.

Nessas circunstâncias, o Google pode agir de duas formas: 

  • 1) escolher a URL canônica por conta própria, podendo estar certo ou não;
  • 2) entender que todas têm a mesma importância. 

 

No primeiro caso, todas as outras serão entendidas como “cópias” e aparecerão com frequência menor nos resultados de pesquisa. O que pode não ser um problema, desde que o Google tenha escolhido a página certa para mostrar. Já na segunda possibilidade, o algoritmo poderá distribuir o tráfego igualmente entre elas, hora valorizando uma, hora outra, fazendo com que nenhuma delas se destaque.

Assim, apesar das diversas URLs continuarem existindo, ao incluir uma tag canonical na página ela faz o buscador valorizar aquela versão, deixando as outras de escanteio. Com somente um endereço marcado para aparecer mais, o seu site não terá o ranqueamento penalizado, evitando sofrer com uma concorrência gerada por ele mesmo.

Qual a diferença entre canonical tag e redirecionamento?

O redirecionamento 301, ou redirect 301, é um redirecionamento de uma página para outra. É uma forma prática de evitar que o usuário caia em uma página errada ou antiga, sendo automaticamente direcionado para o local correto.

Isso é útil quando a sua marca muda de endereço, por exemplo, e a URL antiga não leva mais para um site válido. Com o redirect 301, mesmo ao clicar no site antigo o usuário é levado ao site novo, e assim o endereço novo recebe a autoridade já existente. O mesmo vale para o caso que citamos de páginas com e sem “www”. Ou seja, a página que foi redirecionada fica impedida de receber acessos.

Assim, com o tempo, as páginas novas vão ganhando cada vez mais relevância, subindo nas buscas, enquanto as antigas vão perdendo espaço.

Por outro lado, a canonical tag não impede que uma página seja acessada. Apesar de, no buscador, a página preferencial ser exibida, o usuário ainda pode acessar as outras digitando diretamente o endereço.

Quando usar cada uma? O redirecionamento é ideal para páginas que não devem ser acessadas de jeito nenhum, como a de um produto descontinuado ou o antigo nome da sua marca, enviando todo o tráfego para uma página válida. 

É importante lembrar que para o redirecionamento funcionar, a URL antiga ainda deve existir. Logo, se for o caso de uma mudança para novo domínio, o anterior ainda precisa estar no ar.

Já a canonical tag é recomendada para dar preferência a uma URL, somente evitando o entendimento de conteúdo duplicado, quando o usuário ainda pode acessar as outras sem causar prejuízos. No caso das variações simples da URL, geralmente os dois jeitos funcionam para resolver o problema.

Apesar disso, um aviso: as canonical tags funcionam mais como uma indicação do que uma regra, por isso o Google pode optar por segui-las ou não. Já o redirect 301 não deixa essa margem para escolha, obrigando o redirecionamento.

Por que usar a canonical tag?

Usar canonical tags tem diversos benefícios para o SEO do seu site. O primeiro é evitar distribuir o tráfego orgânico entre diversas variações da mesma URL. Com esse tráfego dividido, as suas páginas deixam de receber o volume de acessos que deveriam, perdendo relevância para o buscador. 

Outro motivo para usá-las é não deixar que o Google ou outro buscador defina por conta qual é a página canônica entre os conteúdos duplicados. Você deve dizer qual é a principal, evitando que uma URL fora do padrão ideal seja erroneamente priorizada.

Além disso, conteúdos muito semelhantes, como páginas de produtos, também podem ser interpretados como duplicados, já que muitas vezes se tratam de versões do mesmo produto, com a mesma descrição em várias páginas ou sendo vendido por diversos sites.

Assim como acontece com os endereços em campanhas de mídia paga, por exemplo, que ao incluírem parâmetros para rastrear a origem do tráfego, formam novas URLs para o mesmo endereço. Ou seja, mais um conteúdo duplicado! 

Nesse sentido, ter uma URL canônica também simplifica o rastreamento e a consolidação das métricas. Uma tag canonical é o jeito simples e eficiente de resolver esse mal-entendido. 

Por mais que as suas estratégias de marketing digital estejam no caminho certo, com produção de conteúdo frequente e de valor, otimização de sites para SEO e outras boas práticas, são detalhes como esses que podem fazer o posicionamento do seu site subir ou despencar. É justamente por isso que a verificação regular da existência de conteúdos duplicados e o uso das canonical tags deve ser parte permanente da sua estratégia de conteúdo e SEO.

Como usar a canonical tag no seu site?

Incluir uma canonical tag no seu site não é um processo muito complicado. Entretanto, é preciso ter algum conhecimento técnico em HTML e acesso ao código-fonte da página. Porém, antes de tudo, a primeira coisa é definir qual o domínio que você dará preferência, caso existam as duas possibilidades, se será com ou sem “www”.

No código do site, a tag canonical deve ser colocada na seção head ou header da página. Para isso, basta incluir um elemento <link> e, dentro dele, os atributos “rel” e “href”. Veja um exemplo:

Imagine que queremos adicionar uma tag canonical na página principal aqui do blog, cujo endereço é https://webestrategica.com.br/blog/. Nessa situação, o código fica:

  • <link rel=”canonical” href=”https://webestrategica.com.br/blog/” />. 

 

Então é só copiar e colocar na seção correta. Vale dizer que, é claro, nós já fizemos isso aqui no site. Você pode conferir clicando com o botão direito e depois em “Exibir código fonte da página”, se estiver usando o Chrome. 

Aí é só procurar por canonical. Aproveitando o nosso exemplo, é importante ressaltar que se você tem certificado SSL no seu site, use as canonical tags somente em URLs com HTTPS, nunca com HTTP.

As tags para definir páginas canônicas devem ser usadas quando existirem conteúdos que possam ser entendidos como duplicados. Os principais casos são: 

  • várias versões da página;
  • vários parâmetros para o item;
  • várias categorias para o mesmo produto;
  • diferentes idiomas.

Várias versões da página

No caso de várias versões da página, além do “www” e “/”, também pode haver páginas terminadas em “/index.html” ou “/home.aspx”, por exemplo. Ou com “amp” ou “m” no começo da URLs, em páginas otimizadas para mobile.

Vários parâmetros para o item

Outra situação é a existência de vários parâmetros que formam URLs diferentes, mas que levam até a mesma página. Dependendo do site, simplesmente reordenar os produtos em uma busca, organizando por preço, por exemplo, pode gerar outra URL, embora o conteúdo continue essencialmente o mesmo. A simples existência desse endereço já pode fazer o buscador entender como duplicado.

Várias categorias para o mesmo produto

O terceiro cenário comum acontece quando um produto pertence a várias categorias. Pegando como exemplo uma loja de móveis, a seção de “mesas” pode estar tanto dentro da categoria “cozinha” quanto em “sala de jantar”, “jardim” e “escritório”, criando quatro caminhos para os mesmos itens.

Diferentes idiomas

Já se o seu site possui versões em mais de um idioma, como português e inglês, o conteúdo só será considerado duplicado se o texto principal estiver na mesma língua. Se tudo estiver traduzido, sem problema.

Por último, um aviso muito importante: a URL definida como canônica deve ser sempre a mesma que está especificada no sitemap. Todas as páginas do sitemap já são automaticamente sugeridas como canônicas, por isso uma diferença nas definições pode causar conflito entre os comandos. Do mesmo modo, páginas não canônicas não devem entrar no sitemap.

Erros para evitar no uso de canonicals

Não é incomum que, ao utilizar canonicals pela primeira vez, alguns erros possam ser cometidos. Afinal, não basta saber o que é canonical tag e sua importância para utilizá-las perfeitamente. Na rapidez de pôr em prática o recurso recém aprendido para melhorar o SEO, o uso indiscriminado pode causar outros problemas ou, na melhor das hipóteses, simplesmente não ter utilidade.

Felizmente é possível evitar esses inconvenientes. Foi pensando nisso que selecionamos os 4 principais erros para você ou sua equipe passar bem longe.

1. Usar canonicals em páginas não duplicadas

A única função de uma canonical tag é garantir que o seu site não tenha problema com conteúdos duplicados. Portanto, se a página não é duplicada, não precisa incluir a tag. O uso em conteúdos que não são duplicados apenas não fará diferença para o buscador, já que aquela página, por não existir outra repetida, é naturalmente a versão preferencial.

Outro caso que gera confusão é o uso em conteúdos que estão divididos em várias páginas, mas não são duplicados, o que falaremos mais adiante.

Além disso, também não se deve relacionar páginas de conteúdos diferentes através das canonical tags, para tentar atrair tráfego. O Google pode entender essa prática como uma tentativa de burlar o sistema e acabar punindo a sua página na SERP.

2. Aplicar o código no local errado

A linha de código que define a página canônica só funciona se estiver em um lugar, a <head> da página. Em qualquer outro ponto ela será ignorada pelo buscador. E pior, se você se enganar e colocar dentro de <body>, pode prejudicar a estrutura HTML, causando bugs na página. 

Por isso, a dica é sempre prestar bastante atenção ao realizar essa etapa. Apesar de simples, um erro no que deveria ajudar pode acabar gerando resultados negativos.

3. Usar vários links canônicos na mesma página

Outro erro comum é inserir várias canonical tags na mesma página. Isso porque está estabelecido que cada página só pode ter uma URL canônica. Do contrário, todos esses comandos serão ignorados e o esforço terá sido em vão.

Esse problema pode acontecer involuntariamente. Por exemplo, ao editar o modelo de forma errada ou usar um plugin de SEO sem o devido conhecimento. Assim, recomendamos que você sempre revise as ações após concluí-las. Se notar que há mais de um link canônico na mesma página, é só acessar o código-fonte novamente e remover a duplicação, deixando um só para funcionar perfeitamente.

4. Usar canonical tags em resultados paginados

Resultados paginados são aqueles em que o conteúdo está dividido ao longo de várias páginas em sequência, seja pela grande extensão do artigo ou por estratégia. Nesse tipo de página, muitas pessoas podem achar que é preciso incluir uma tag canonical referenciando o começo do texto, ou seja, a primeira página. Isso não poderia estar mais errado.

Como não se trata de conteúdo duplicado, afinal é apenas uma continuidade nas páginas seguintes, essa ação pode fazer com que as outras páginas não sejam indexadas pelo buscador, jogando fora importantes fontes de tráfego.

Nessa situação, segundo diretrizes do próprio Google, em vez de rel=“canonical”, o correto é usar rel=”prev” e rel=“next”. Por exemplo, em um conteúdo dividido em três páginas, a organização deve ser a seguinte:

  • Página 1: <link rel=”next” href=”(endereço página 2)” />
  • Página 2: <link rel=”prev” href=”(endereço página 1)”
    <link rel=”next” href=”(endereço página 3)”/>
  • Página 3: <link rel=”prev” href=”(endereço página 2)” />

 

Outra possibilidade é que exista uma página com a visualização total do conteúdo. Aí, sim, nesse caso, pode ser aplicada uma canonical tag para ela.

Penalização involuntária

O uso de canonical tag é uma estratégia que pode trazer uma grande melhora no desempenho das suas páginas, fazendo com que elas sejam indexadas corretamente. É um ajuste simples, mas com um impacto considerável no ranqueamento, já que encontrar conteúdos duplicados é uma coisa que o Google definitivamente não gosta.

Otimizações como essas envolvem o que chamamos de SEO técnico. Para garantir uma solução eficiente na realização desses ajustes que afetam diretamente o desempenho do seu site, conte com o time da Web Estratégica. 

Fale com nossos consultores e conheça essa e outras técnicas de otimização em SEO técnico que podemos implementar na estrutura do seu site para melhorar o ranqueamento, atrair visitantes e aumentar a conversão.

Jean Vialli
Coordenador de SEO na Web Estratégica. Formado em Publicidade e Propaganda pela FAE Business School. Atua com Marketing Digital e SEO desde 2017, com vivência em projetos internacionais em mais de 10 países. Também faz parte do Time de Experts da Aldeia Coworking, ministrando cursos presenciais de SEO em Curitiba-PR.
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