Você já perguntou a um ChatGPT, Gemini ou Meta AI qual produto comprar? Se a resposta for sim, você não está sozinho, e, segundo um dos estudos mais robustos sobre o tema, o Brasil está mais à frente nisso do que a maioria dos países do mundo.
A pergunta que ninguém ainda respondeu em profundidade é: o que, exatamente, o brasileiro está fazendo com essa IA na hora de comprar? É essa pergunta que a Web Estratégica está respondendo agora, e é por isso que pedimos a sua participação.
O que já sabemos, graças a um estudo global
A VML, na 10ª edição do seu “The Future Shopper Report” (2026), mediu o comportamento de compra em 17 países e chegou a alguns números que ajudam a situar o tamanho do fenômeno:
- 82% dos consumidores já usaram alguma IA relacionada a compras, em algum momento.
- Existe o que o próprio relatório chama de “paradoxo da confiança”: 50% dos consumidores confiam na recomendação de uma IA, mas 58% ainda verificam essa recomendação em outro lugar antes de fechar a compra.
- Há desconfiança real em relação a conteúdo gerado por IA, ao mesmo tempo em que cresce o apetite por “comércio agêntico” — deixar uma IA comprar por conta própria, dentro de um orçamento definido.
E, especificamente sobre o Brasil, três pontos chamam atenção:
- 58% dos gastos de consumo no Brasil já acontecem online — estável frente a 2025, enquanto mercados como Estados Unidos e Arábia Saudita caíram.
- No uso de IA ao longo da jornada de compra (inspiração, busca e decisão de compra), o Brasil aparece em 2º lugar entre os 17 países pesquisados — atrás só da China, e à frente de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália.
- 48,7% dos consumidores brasileiros simplesmente não compram de uma marca ou varejista que não atenda às expectativas de experiência online — a 7ª posição mais alta entre os 17 países.
O segundo ponto é o que nos fez parar: contraria a ideia comum de que uso de IA no consumo é fenômeno de mercado rico e maduro. O Brasil já usa mais IA para descobrir produtos do que o Reino Unido e os Estados Unidos.
O que esse estudo global não responde
O “Future Shopper Report” mede 17 países ao mesmo tempo, o que significa medir cada um de forma relativamente superficial. Ele nos diz que o brasileiro usa IA na jornada de compra mais do que a média mundial, mas não diz com que frequência isso realmente acontece no dia a dia, em que momento da compra a IA entra, se as pessoas confiam mais nela do que num anúncio pago, ou se uma recomendação de IA já foi suficiente para alguém comprar de uma marca que não conhecia antes.
É exatamente esse espaço que a nossa pesquisa, “Como o Brasileiro Compra Online na Era da IA”, tenta preencher: ir fundo num só país, em vez de superficial em 17.
Por que isso importa além da curiosidade
Em 2020, a Web Estratégica publicou, em parceria com a Semrush, o relatório “Como os Brasileiros Compram Online“. Na época, o retrato era outro: cerca de 57% do tráfego direto para e-commerces ia para marcas já conhecidas, porque a marca reconhecida era o principal redutor de risco na hora de comprar algo pela internet, e o brasileiro era (e ainda é) fortemente motivado por cupom, frete grátis e desconto.
A pergunta que a nossa pesquisa atual coloca é direta: em 2026, é ainda a marca conhecida que reduz esse risco — ou a recomendação de uma IA já está cumprindo esse papel? E o trabalho de comparar preços, ler avaliação e assistir vídeo de review, que até pouco tempo atrás era manual, já está sendo parcialmente terceirizado para dentro da própria IA?
Não sabemos a resposta ainda. É por isso que estamos perguntando, em vez de supor.
O que a pesquisa pergunta, na prática
O questionário foi desenhado para ser respondido em poucos minutos, pelo celular, e cobre:
- Onde você começa a pesquisar quando decide comprar algo que foge da sua rotina — e para onde você vai quando a loja de sempre falha (está esgotada, saiu de linha, ou tem avaliação ruim).
- Com que frequência você usa alguma IA para te ajudar a pesquisar antes de comprar — essa é a pergunta-chave do estudo.
- Se você confia mais numa recomendação de IA do que num anúncio pago tradicional — ou se não confia em nenhum dos dois sem pesquisar por conta própria.
- Se uma recomendação de IA já fez você comprar ou considerar uma marca que você não conhecia antes.
- Em quais categorias de compra você se sentiria confortável deixando uma IA comprar automaticamente por você, dentro de um orçamento definido — de eletrônicos a alimentos.
Sempre que possível, desenhamos as perguntas para permitir comparação direta com os números globais da VML — então os resultados vão mostrar não só o que o brasileiro faz, mas se o padrão daqui confirma ou contraria o que o resto do mundo está fazendo.
Uma nota de transparência
A coleta acontece pelos canais próprios da Web Estratégica (redes sociais e e-mail), por amostra de conveniência — ou seja, reflete o comportamento de um público já digitalmente engajado, não uma amostra estatisticamente representativa de todo o brasileiro. Vamos manter essa transparência em qualquer divulgação pública dos resultados, e trataremos os achados como um retrato desse público — não uma generalização sobre “o brasileiro” sem ressalva.
Participe
Responder leva poucos minutos, e quem participa recebe de graça o Guia “Manual do Comprador Inteligente”. Responda a pesquisa pelo link: https://webestrategica.typeform.com/to/kNx7m2EE


